As bebidas sem álcool que prometem relaxamento, sociabilidade e zero ressaca

- A Gen Z consome menos álcool e impulsiona um novo mercado de bebidas
- Os chamados state changing drinks combinam adaptógenos e prometem relaxamento sem ressaca
Primeiro, foi o boom do dry january com a ideia de ficar o primeiro mês do ano inteiro sem beber. Depois, surgiu o movimento sober curious, cujos adeptos tentam manter um consumo consciente de bebida alcoólica. Pesquisas mostram que o consumo de álcool entre os nascidos entre 1995 e 2010 (a famosa Gen Z) caiu drasticamente em relação às gerações mais velhas. Parece mesmo que os drinks saíram de moda. E os motivos para isso são vários: busca por uma vida mais saudável, evitar aquela ressaca moral tão recorrente no domingo daqueles que bebem com consciência limitada e até a pouca disponibilidade para gastar o suado dinheiro em bebida. De olho nisso, as marcas de bebida (alcoólicas e não) começaram a bolar alternativas para os adeptos da sobriedade. O que começou com versões álcool zero de bebidas tradicionais e energéticos se desdobrou em várias outras opções e lá fora surgiu uma nova categoria: os state changing drinks.

Estas bebidas contêm adaptógenos, substâncias encontradas em ervas e cogumelos que promovem o relaxamento. Mais leves, tais produtos causariam aquela alegria típica pós algumas cervejinhas, mas sem estragos físicos ou morais. Uma noite e um dia seguinte livres de todo tipo de ressaca, esse é um dos atrativos deste tipo de produto. Os ingredientes mais comuns são cogumelos reishi, damiana, kava, ginseng e valeriana. Há ainda as bebidas que, além dos adaptógenos, contêm magnésio e poderiam ajudar ainda na qualidade do sono, outro fator que fica bastante prejudicado depois de noites de bebedeira.

No Brasil, esse mercado está em uma fase embrionária. Só no ano passado, foi criada a primeira bebida nacional com adaptógenos. O Drink Lucia mistura jambu, cupuaçu e gengibre com valeriana e ginseng. Já no primeiro mês, a empresa vendeu 7 mil litros da bebida. O que mostra que se o mercado ainda engatinha, a demanda dá sinais de que veio para ficar.