Quando cochilos diurnos deixam de ser um hábito saudável

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Quando cochilos diurnos deixam de ser um hábito saudável
  • O cochilo da tarde pode ser reconfortante, mas a ciência revela um lado preocupante 
  • O problema não é o cochilo em si, mas quando ele se torna longo e cada vez mais cedo no dia

Um cochilo à tarde depois do almoço ou antes de sair para encontrar amigos pode ser muito reconfortante e trazer de volta a energia que a gente precisa para dar conta dos nossos compromissos. Essa é, pelo menos, a crença popular. Mas um estudo recente no Journal of the American Medical Association (Jama) revelou que os cochilos ao longo do dia podem ter impactos na nossa longevidade.


É normal que, ao longo da vida, os padrões de sono mudem. Quanto maior a idade, maior a propensão a cair na tentação dos cochilos diurnos. Muito já se analisou sobre a relação entre sono e longevidade. A grande maioria das pesquisas sugere que dormir regularmente oito horas por noite ajuda no envelhecimento saudável. Isso porque o sono atua na regulação de hormônios e fortalece o sistema imunológico. A ligação entre cochilos à tarde e mortalidade, entretanto, ainda não tinha sido investigada.


O estudo do Jama acompanhou mais de 1300 pessoas com 56 anos ou mais, durante 19 anos e concluiu que os cochilos podem ter impactos negativos à longevidade. Mas o problema só parece ser mais grave quando eles se tornam recorrentemente longos e cada vez mais cedo do dia. Uma das sugestões do grupo é, inclusive, que o uso de wearables por parte da população com mais idade seja incorporado no serviço de saúde pública e nas clínicas privadas. Assim, ficaria mais fácil de perceber quando os cochilos deixaram de ser descanso e se tornaram mais prejudiciais à saúde.


Em um mundo cada vez mais frenético, a maioria de nós enfrenta em algum momento perturbações no sono. Em contrapartida, pelo menos, temos cada vez mais produtos para nos ajudar a sanar esse problema. Entre os suplementos que mais fazem sucesso entre os insones, estão os compostos de melatonina, magnésio e valeriana. O magnésio, por exemplo, é um dos minerais associados ao relaxamento do corpo e ingeri-lo antes de dormir pode ajudar a embalar o sono. Já a melatonina é o hormônio natural do sono e a valeriana, por sua vez, uma erva que serviria como um calmante natural. A estratégia mais eficiente para regularizar o sono vai variar de pessoa para pessoa, o importante é não negligenciar a importância do descanso na nossa rotina.

Referências

Gao, C., Cai, R., Zheng, X., et al. “Objectively Measured Daytime Napping Patterns and All-Cause Mortality in Older Adults”. JAMA Network Open 9, 4 (2026).