Spotify entra na onda do home fitness e lança nova categoria com a Peloton

- O treino em casa nasceu na pandemia, mas se consolidou pela rotina híbrida e economia de tempo
- De olho no movimento, o Spotify lançou categoria de fitness para usuários que malham ouvindo a plataforma
Para a maioria das pessoas, a experiência de malhar em casa começou na pandemia. Nesta época, não se passava dez minutos no Instagram sem esbarrar com uma live de algum profissional de educação física ou influencer fazendo agachamento em sua sala. Entre março de 2020 e junho de 2021, as buscas por exercício em casa para iniciantes aumentaram mais de 2.900% no YouTube. Era a volta das VHS fitness tão famosas nos anos 1980 e essa moda não parou com o fim do isolamento social. Ao contrário, cada vez mais pessoas buscam alternativas para se exercitar em casa pela comodidade, flexibilidade e economia de tempo que esse tipo de atividade oferece. No mês passado, foi a vez do Spotify se unir à Peloton e entrar na onda, criando uma categoria no aplicativo chamada “Fitness”.
São oito subdivisões de atividade física que variam desde exercícios de força até pilates, ioga e meditação, além de opções de cardio ao ar livre e em casa. Os treinos têm duração de cinco a 45 minutos. Ou seja, dá para ajustar às demandas cotidianas de cada ouvinte. Além disso, são várias playlists montadas. O usuário pode escolher entre diferentes gêneros musicais ou optar pelo tipo de atividade que irá fazer. A mudança acontece depois que a plataforma percebeu que 70% dos seus usuários utilizam o aplicativo para fazer exercícios mensalmente. O Spotify começou como um tocador de música há quase duas décadas, mas agora a empresa quer se tornar também uma “companhia diária na rotina de bem-estar” dos seus consumidores, afirmou o vice-presidente global de podcasts, Roman Wasenmüller.

No Brasil, 40% da população se declara fisicamente ativa e a maioria dela faz exercícios em casa, segundo a pesquisa Google Sports Study: os brasileiros e o esporte. A consolidação desse tipo de exercício se daria basicamente por três fatores: rotina híbrida (muitas pessoas passaram a trabalhar mais tempo em casa, por exemplo), economia de tempo e maior conforto e adaptabilidade. Sem falar que muitas pessoas não consideram a academia o espaço mais agradável do mundo: aparelhos lotados e pressão por performance são alguns dos incômodos mais frequentes. E não são apenas os canais nas plataformas de streaming que são uma opção. Muitos profissionais de educação física atendem alunos de forma virtual e já existem inúmeras academias online. A mais famosa delas no Brasil é a Academia Foguete, que recentemente mudou de nome na tentativa de extrapolar os limites do mercado nacional. Das primeiras lives caseiras a treinos cada vez mais personalizados, a academia em casa parece que veio mesmo para ficar.
Referências
Google Sports Study: Os brasileiros e o esporte (relatório). (2024). Disponível em: https://rems.org.br/wp-content/uploads/2024/11/2021-os-brasileiros-e-o-esporte.pdf